Verena, querida amiga muito obrigada pela informações. o Octavio chega neste fim de semana e vamos debater os documentos, para decidirmos. Li rapidamente a informação  e fiquei com algumas lacunas, como estas:- não seria interessante primeiro se ter uma calibragem do numero de lotes viaveis para um empreendimento como este, porque para quem conhece o assunto sabe que existe um limite de investimentos em infra e serviços a partir do qual a administração se torna muito onerosa ou complexa de administrar? Por cima eu imagino algo em torno de 20 ha  para o terreno todo, com 6ha para ~50 lotes privados.  Com 20 pessoas, pagando 25mil em dois meses já se tem 500 mil para  a compra do terreno e inicio do projeto de implantação, que deve ser iniciado antes da compra do terreno, onde as ideias básicas poderão ser teoricamente espacializadas como ideia, o que facilitará a compra de terreno adequado. Este debate do Projeto Conceitual espacializado já pode ocorrer com os coordenadores/diretoria e ser ilustrado para chamar interessados. Bem são idéias que a minha experiência na área me faz compartilhar com o grupo coordenador. Tem uma questão que me deixa desconfortável : é o sorteio. Na minha opinião quem chega primeiro escolhe primeiro de quem chega depois,  considerando que deve existir uma lógica na construção das cabanas/casas em função da implantação da infraestrutura, que penso poderá se expandir em módulos/fases. Um sorteio sobre todas as cabanas espacialmente disseminadas não trará esta vantagem, encarecendo o investimento inicial, por disseminar espacialmente a abrangencia da infra estrutura para todo o terreno. Não sei se esta seria a idéia. Porque, dependendo do lote escolhido por sorteio a pessoa só poderá construir quando a infraestrutura chegar lá. Quando o projeto é bem debatido com o contratante podem ser desenhadas opções para diferentes preferencias pessoais, que podem ser acomodadas num procedimento de escolhas preferenciais. Mas, me perdoe a intromissão, certamente estes assuntos estão já bem debatidos. Bem, independentemente de aderirmos ao grupo, sinta-se à vontade para debates pois exerci esta atividade no meu treinamento e em projetos de arquitetura da paisagem no meu mestrado e especialização em NY. Beijos (me dá retorno se o que eu escrevi não tem nada a ver com o que estão pensando!).Iara

 

Boa noite, Iara
Que bom que você se interessou pelo projeto, e que teve dúvidas.Assim, temos a oportunidade de esclarecer, não só para você, como melhorar a apresentação do site para que fique mais claro, às pessoas, a nossa proposta.Nós ainda não compramos o terreno, pois estamos esperando as adesões. Já vimos alguns terrenos, mas como a idéia é a de que a ASSEPS seja a compradora, (não queremos proprietários individuais) precisamos, em primeiro lugar, ter associados que queiram adquirir os lotes para fazermos um caixa e, então, fecharmos o negócio. Não podemos fazer um projeto de divisão de lotes em cima de um terreno que ainda não é nosso... Assim que efetivarmos a compra, o terreno será submetido a um levantamento planialtimétrico e a um laudo de cobertura vegetal que serão encaminhados à Engenheira Cynthia Guaraldo para a elaboração do Projeto arquitetônico (divisão dos espaços privados (10%) e da área comum (90%) e proposta de produção de energia limpa.Nós já sabemos que apenas 10% da área total será dividida em lotes de 1.000m2 e que estes lotes não serão todos agrupados num local específico. Eles estarão espalhados pelo terreno, observando-se um critério de sustentabilidade e economicidade para a construção das residências. A engenheira que foi escolhida pelos associados é excelente. Ela é uma especialista em sustentabilidade e tem uma filosofia que está absolutamente adequada ao Projeto.A idéia de se sortear os lotes é, exatamente para evitar brigas por um determinado lote (estamos propondo uma comunidade que viva em harmonia). Se não tivermos vendido todos os lotes, na data do sorteio, os que não forem sorteados poderão ser passíveis de troca, caso alguém o deseje. Justamente queremos evitar a idéia do "eu cheguei primeiro".... Isso é uma filosofia do momento atual, da terceira dimensão...  Nossa proposta é ensinar às pessoas que é possível viver com as diretrizes da 5a. dimensão... Todos estamos chegando juntos... todos somos iguais na comunidade.A comunidade só funcionará com todos participando de forma equânime. Um sozinho não fará nada... A união é o objetivo. Vamos unir esforços para todos usufruirmos de muito.A idéia é a de que a soma do pequeno esforço de cada um gere abundância para todos.
O grande objetivo do nosso projeto é exatamente uma mudança de paradigma social e financeiro. A comunidade é apenas a forma pela qual vamos demonstrar nossa filosofia...É possível viver de forma simples, confortável, abundante, sem agressão ao meio ambiente e à natureza. Nosso princípio é o amor e respeito aos seres vivos.Em relação à infra estrutura, ela será construída, concomitantemente com a edificação das casas, nos lotes.
Assim, cada moradia terá a geração da energia de que necessita.Vamos utilizar todas as formas de energia alternativa, concomitantemente, para evitar carência: energia solar, eólica, biodigestores, mecânica, roda d'água, e outras (nossa engenheira está chegando e um congresso sobre energias alternativas em Portugal com mais novidades). A energia elétrica tradicional só será utilizada para uso comum enquanto não conseguirmos equacionar a produção de energia alternativa para o consumo necessário de energia da comunidade.
Não estamos propondo uma vida de miséria nem de Tarzã.... muito pelo contrário...Nossa proposta é de uma vida confortável e abundante. Achei ótima sua "intromissão", que, na verdade, nem considero intromissão... considero interesse. E que bom que você está interessada.É nossa função responder aos questionamentos.Quero me colocar a sua disposição para esclarecer, pessoalmente, qualquer outra dúvida que venha a surgir.
Espero que tenha conseguido suprir as lacunas que o site lhe deixou...Grande abraço e até breve!Zulmira